Ativista gay: “Depois do ataque em Orlando, vou votar em Trump”

25 jun

Autor: Anônimo*Tradução: Patricia Maragoni.
Revisão: cpac.
Artigo original: https://pjmedia.com/trending/2016/06/12/gay-activist-after-orlando-trump-voter/?singlepage=true
Publicado originalmente em 12/06/2016.

Este é o dia mais triste da minha vida. Realmente não consigo esquecer o horror do que aconteceu noite passada em Orlando, onde 50 gays alegres e dançando foram assassinados por um extremista religioso. Estou triste –minha alma está devastada – com o que aconteceu; mas também estou triste porque os eventos em Orlando esmagaram minhas crenças políticas, de modo que eu não posso mais aderir à filosofia progressista pacifista e cor-de-rosa que apenas contribui para que meus colegas gays sejam mortos.

GettyImages-539920710.0-e1465944621988Sim, há uma guerra entre fundamentalistas religiosos e o espírito de amor e tolerância. Mas nós progressistas aqui na América ainda militamos sob a ilusão de que a religião que precisamos combater é o Cristianismo. Mas isto é um caso de “falácia do espantalho”, e isso tem acontecido por décadas. Desde a década de 1990, extremistas cristãos têm essencialmente perdido sua força e atualmente estão fracos e fora das “guerras culturais”. Entretanto, extremistas muçulmanos armados nos assassinam e, para a esquerda, a única reação é choramingar a respeito de “Islamofobia” e fazer um malabarismo mental para tentar afastar a evidente motivação religiosa por trás dos assassinatos. Ah, claro: o ano todo eu estive no joguinho “Bernie ou Hillary?” com os outros Democratas nos meus círculos social e profissional. Mas isso já não é mais um jogo. Nossas vidas estão em perigo. Embora eu tenha votado em Hillary nas primárias, agora eu morro de vergonha e constrangimento por ter feito isso e, em novembro, votarei em Trump. Por quê? Sim, eu sei que Trump é um imbecil, um grosseiro, um palhaço tagarela. Você não precisa me convencer disto. Mas ele é o único que diz algo sobre frear o extremismo islâmico e, à luz do que aconteceu na última noite em Orlando, de repente, esta é a única questão que realmente importa no que diz respeito às questões de saúde, bem-estar e segurança da comunidade gay.

De quebra, Trump nunca disse gaynada homofóbico e sempre se deu bem com a comunidade gay em Nova York, então tem isso a seu favor também. Agora eu percebo, com clareza brutal, que, na hierarquia progressista de identidade de grupos, muçulmanos são mais importantes que os gays. Todo comentarista e político – e isso inclui o Presidente Obama, Hillary Clinton e metade dos apresentadores de TV – que hoje disse “Nós não sabemos qual era a motivação do atirador!” me revelou as suas reais prioridades: apaziguar muçulmanos é mais importante do que defender as vidas de homossexuais. Cada progressista que intercede por assassinos islâmicos é cumplice dos assassinatos e eu não posso mais fazer parte disto. Só estou cansado. Cansado de hipocrisia, de mentiras, de engano. E sabe o que me deixa ainda mais bravo? O fato de eu ter que esconder minha identidade e ficar no anonimato para escrever este texto. Se eu me revelasse como apoiador do Trump, eu seria perseguido, exposto e evitado por todos que conheço e linchado no Twitter pelos que até ontem eu mesmo liderei. Estou envergonhado. Estou com raiva. E estou triste. Não gostaria de votar no Trump, mas eu preciso. E se você se importa com a segurança da comunidade gay na América, deveria votar nele também.

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