Arquivo | setembro, 2013

Carta de um “ex-desviado”.

5 set

Jesus não mudou Sua maneira de pensar, nem Seu amor, carinho, expectativa e disposição em fazer o melhor para você. Para mim não há termo mais pejorativo do que este para classificar qualquer pessoa que, por um motivo ou outro, se afasta do convívio de qualquer Igreja ou Comunidade Evangélica. Posso afirmar que é horrível carregar este rótulo na testa! Que sensação de abandono, rejeição, discriminação e marginalidade… E não só pelo tratamento que não só “os santos” me dispensavam, mas, inclusive no seio da família, sem contar que o mesmo sentimento me dominava com relação a Deus. Experimentei isso por muitos anos e esse sentimento colaborou terrivelmente para que me direcionasse a procura de Satanás e tentar negociar com ele minha alma. Posso afirmar que o sentimento de revolta que me dominava era incontrolável! Que Deus de amor, e de infinita bondade era esse que concordava, ou incentivava este tipo de comportamento? Meu pensamento era: “se Deus trata tão estupidamente aquele que, ou por inocência, inexperiência ou por ignorância de todas as leis” – sobretudo a dos homens – tropeçam e caem eu não quero saber d’Ele e nem de Jesus”. Enquanto escrevo “estas mal traçadas linhas” penso: “quantos homens e mulheres sinceros estão longe do convívio com Jesus simplesmente porque, em algum lugar na sua estrada de vida, caiu em algum laço, por uma das situações acima citadas, ‘tropeçou’ e foi ‘excluído’ e até lhe disseram: agora estás perdido e… para sempre”! Tipo assim: “Venha como estás… Mas agora, se não andar do jeito que nosso grupo ou denominação crê (ainda que esteja fora dos padrões neotestamentário) serás excluído e estarás irremediavelmente perdido”! Conheço algumas dezenas de pessoas que ainda estão nessa situação porque não descobriu a maravilhosa verdade: “quem vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora”. Quem disse isso? O Homem de Nazaré, o Homem de dores, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Aquele que deu sua vida para nos salvar e que sabe como é viver aqui neste mundo que “jaz no maligno”. Por isso mesmo, Jesus ainda pode “dar um jeito” nos cansados e oprimidos pelo mundo, pelas pressões normais da vida em seus múltiplos aspectos, pela carne, pelo pecado e pelo império das trevas com todas as suas artimanhas. O grande problema é que a maioria das pessoas não vai A JESUS ; vai a um grupo, comunidade, igreja, pastor, bispo ou, seja lá o que for… Mas não vai A JESUS! Por isso passam uma única vez pela vida sem experimentar a qualidade de vida abundante que Jesus programou para cada um daqueles que n’Ele crê e O ama. Vivem sem paz interior, sem alegria e prazer em estar vivo. Não vivem; vegetam amargurados, tristes e mesmo ainda jovem, já se sentem enfadados com a vida… Mas eu tenho uma boa notícia para você que me lê (quem sabe?), está nesta situação: Jesus não mudou Sua maneira de pensar, nem Seu amor, carinho, expectativa e disposição em fazer o melhor para você. Ele continua pensando o melhor a seu respeito e o melhor para direcionar a você, em todos os aspectos da vida terrena. Basta você passar a sua vida em revista e verás que está faltando Alguém em seu coração; na sua vida sentimental e emocional; em seu lar; no direcionar sua vida profissional, econômica e financeira; em seus momentos de lazer, e, sobretudo, na sua vida espiritual. Esse vazio, só é preenchido com a doce presença do Espírito Santo, o substituto da presença física de Jesus até nos encontrarmos com Ele nas nuvens. Podes percebê-Lo em qualquer lugar que estejas, pois Ele trabalha nas circunstancias diárias e, sobretudo, no mais profundo do ser humano: o seu coração! Em verdade, é o Único que conhece o mais profundo esconderijo do coração, mas Ele não admite sentir-Se um intruso e não invade, não ultrapassa os limites de nossa vontade e nem violenta o nosso livre arbítrio. Só interfere em qualquer área de nossa vida E SÓ ENTRA EM AÇÃO SE FOR CONVIDADO ESPECIFICAMENTE PARA ENTRAR. Quem sabe estás até “filiado” a algum grupo, comunidade ou Igreja; quem sabe até és um obreiro, diácono, evangelista, pastor ou bispo; quem sabe estás até cultuando a Deus, mas sente-se “excluído”, “desviado”, “abandonado” por alguma razão que só você sabe… Quem sabe? Quero dizer que Jesus continua sendo o bom pastor e não está preocupado só com a centésima ovelha que está perdida. Ele está olhando diretamente para você que faz parte das outras noventa e nove, mas que não se encontra em plácido lugar em sua alma e, por isso mesmo, nem está junto a águas tranquilas na sua existência. Posso ouvi-lo sussurrando-lhe: “Meu filho, eu sempre te amei. Sempre estive ao seu lado. Vê, quantas vezes tenho te carregado em Meus ombros – mas andas tão abatido e triste que não tens percebido nem o perfume das flores, nem o olhar puro de uma criança e como tenho procurado por seus olhos para dizer-te que nunca te abandonei. ISSO É IMPOSSÍVEL PARA MIM! Estive com Abraão no Monte Moriá e devolvi Isaque para ele; estive com Moisés e Meu povo, em tantos lugares por quarenta anos; estive com Josué; estive na fornalha com os três jovens hebreus na fornalha aquecida sete vezes; estive com Daniel na cova dos leões; estive com Paulo e Silas na prisão e os libertei… HEI! EU ESTOU COM VOCÊ! Recebe esta paz que só Eu te posso dar. Torna-te para Mim porque Eu te remi, tu és meu e ninguém, NINGUÉM TE ARRANCARÁ DE MINHAS MÃOS! E PROMESSA QUE TE FAÇO NESTE MOMENTO. Recebe minha profunda paz e o imenso amor que tenho por ti!”. Amém!

Autor : Anônimo

Fonte : internet

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A SUA VIDA VAI MUDAR A PARTIR DE HOJE!

5 set

Certamente que você nem imaginava que acessando este site encontraria este link com tão rica oportunidade não é mesmo? Talvez a sua vida até aqui tenha sido de muitas conquistas ou talvez de muitas frustrações e desespero, todavia Deus te oferece algo que é irrecusável: A VIDA ETERNA. A Bíblia diz em João capítulo , versículo 16 que “Deus amou o mundo de uma maneira tão grande que deu o Seu único filho para que todo aquele que acreditar NEle tenha a vida eterna.” Será que você já parou pra pensar nisto? Hoje é a sua oportunidade de entregar a vida a Jesus e recebê-lo como Senhor e Salvador, tendo em vista tão grande amor que nos foi ofertado naquela cruz onde Ele derramou o Seu sangue por toda a humanidade.Não desperdice esse momento e preste atenção em alguns passos importantes que precisam ser dados para que Jesus possa entrar na sua vida e revolucionar, reconstruir o que foi destruído ao longo dos anos pelo domínio do pecado…  – Venha como está. O convite de Jesus te alcança onde e como você está.       “Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei…”(Mt 28:11).  – Reconheça sua condição de pecador e necessitado da misericórdia e perdão de Deus

       ”Porque o salário do pecado é a morte…” (Rm 6:23a) ”Pois todos pecaram e necessitam da glória de Deus.”  (Rm 3:23). – Arrependa-se de seus pecados e os confesse a Deus que está pronto a te perdoar       “Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados  e nos purificar de toda a injustiça.”(I Jo 1:9)”. – Receba a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador de sua vida e passe a viver uma nova vida com Deus a partir de hoje!   ”Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus e em teu coração creres que Deus o  ressuscitou dentre os mortos, serás salvo!”(Rm 10:9)”.Se você já deu esses quatro passos este é o momento de confirmarmos o seu gesto de coragem e determinação….Vamos fazer juntos esta pequena oração que será o marco inicial de uma nova vida que HOJE Deus lhe garante pela Sua Palavra (Bíblia)e pelo Seu imenso AMOR.Senhor meu Deus…Através desta oração eu me coloco na Tua presença reconhecendo que sou um pecador e necessito da tua misericórdia, do teu perdão… e do teu AMOR…Que o poder do sangue de Jesus me purifique neste instante de todos os meus pecados… E que o domínio do pecado em minha vida seja quebrado agora.Confesso-te como meu Salvador e Senhor e entrego a minha vida em tuas mãos ó Jesus Cristo…Recebo o dom da vida eterna ofertada por Ti através do sacrifício da cruz e renuncio a vida de pecados que eu levava, e tomo posse de um novo viver em nome de Jesus… pois sou uma nova criatura a partir de HOJE! Amém…

O QUE É A MATRIX?

5 set

Veja o diálogo entre Neo e Morpheu no filme Matrix:

Neo: O que é Matrix?
Morfeu: Você quer saber o que é Matrix? Matrix está em toda parte […] é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade.
Neo: Que verdade?
Morfeu: Que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu em cativeiro. Nasceu em uma prisão que não pode ver, cheirar ou tocar. Uma prisão para a sua mente.

O filme Matrix é praticamente uma analogia ao Mito da Caverna de Platão (ou Alegoria da Caverna). Para os que não conhecem, a alegoria da caverna mostra seres humanos que cresceram em uma caverna, acorrentados de modo que não pudessem mudar os olhos de direção, de que sempre veriam sombras do mundo exterior que se projetavam nas paredes da caverna. Eles não sabem que existe um mundo fora da caverna e por isso tem como sua única realidade aquelas sombras. Imagine que um daqueles consiga se libertar da corrente e sair da caverna. Ele se assustaria ao ver pela primeira vez o mundo e seu conhecimento da realidade seria um pesadelo no início (assim como tudo que é novo e contrário ao que acreditamos) mas com o tempo se acostumaria e tentaria mostrar aos outros o que descobriu. E as reações seriam sempre negativas, indo do deboche à violência. Essa alegoria foi usada por Platão para mostrar que o homem vive em ignorância e toma muitas coisas por verdade universal e que é importante conseguirmos superar essa ignorância.

O cenário é o mesmo nos relacionamentos. Desde o nascimento somos condicionados a viver dentro da Matrix, a tomá-la como uma única verdade universal e acreditar em suas ilusões. É a Matrix a principal causa do sofrimento emocional do homem, de levá-lo a crer em ilusões para depois arrancá-lo destas mesmas ilusões levando-o ao desespero, ao fundo do poço e, muitas vezes, até mesmo ao suicídio.

A Matrix antecede, ultrapassa e é criadora do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Leva homens a usarem o nome de Deus nas cruzadas com a mesma rapidez que os leva ao ateísmo. Leva homens ao altar com juras de amor eterno e mulheres aos prostíbulos e capas de revistas como Playboy com promessas de fama, fortuna e felicidade. É o produto criado pelas fraquezas do ser humano, pela dominação do forte pelo fraco com mentiras e ao mesmo tempo é criadora de todas essas fraquezas, mentiras e traições. Enfim, a Matrix é a mãe do relativismo, da hipocrisia, das ilusões. Sua força é proporcional à fraqueza e ao apego do homem pelas ilusões.

Nos relacionamentos, a Matrix é a responsável pela crença no amor romantico, em um relacionamento tranquilo, na pureza feminina. O matrixiano acredita com todas as forças que a mulher é um ser angelical, livre de falhas, perfeito em cada molécula de seu ser. As correntes da Matrix prendem o matrixiano com ganchos que perfuram a carne e a alma e inebriam os sentidos, levando o homem ao fundo do poço, ao sofrimento e à devastação da própria vida por migalhas de um amor que nunca existiu. As ilusões são tão tentadoras que mesmo atos pérfidos que refletem o lado obscuro das mulheres são ignorados, afinal, é quase impossível dar as costas para uma doce ilusão, mesmo quando estamos conscientes do absurdo presente na mesma.

O matrixiano despe-se de sua honra, de seu orgulho e, enfim, de seu amor próprio. Ele se humilha, se rebaixa e se entrega ao sofrimento da mesma forma que um mártir caminha para o próprio sacrifício. O sofrimento causado pela Matrix ofusca os objetivos e ambições de um homem. O matrixiano se deixa levar por paixões profanas querendo se sentir vivo para no final apenas conseguir essa sensação através da dor que sente. A matrix é reforçada no coletivo por filmes e livros de romance, músicas, poemas e frases de impacto que colocam o “amor” não retribuído acima do amor próprio. Músicas que idolatram o feminino, a paixão, as sensações, letras que dizem que é “melhor sofrer por amor do que nunca ter amado”, filmes onde a mulher traí o homem com outro e ainda assim aparece a cena clichê do apaixonado correndo atrás dela no aeroporto, são apenas alguns exemplos.

Mulheres não são seres angelicais e perfeitos. Assim como em todo ser humano, a mulher tem seu lado obscuro e esse lado obscuro é ainda mais sombrio e intenso que o do homem. Elas não são mais sensíveis do que nós, como tentam nos fazer acreditar. Na maior parte das vezes a sensibilidade feminina não passa de uma máscara, uma forma de lograr com o instinto de proteção masculino. Desde cedo elas aprendem por meio de observação e prática que com uma voz suave conseguem tirar tudo de um homem e que se não conseguem algo com uma voz doce, podem conseguir com o choro (se tudo falhar, elas sabem que ainda podem usar a sedução). Nós homens, ao contrário, somos obrigados desde cedo a nos fechar por dentro. Qualquer demonstração de sentimento é ridicularizado e visto como fraqueza emocional, mesmo pelas doces mulheres. Um homem que chora é considerado desequilibrado ou até mesmo boiola. Por esse motivo os homens ainda em idade tenra aprendem a controlar melhor seus sentimentos, mas isso não significa que não os tenha. Na verdade os sentimentos masculinos são ainda mais intensos que os femininos. Apenas os homens são verdadeiramente românticos e capazes de amar uma mulher de forma incondicional, enquanto a mulher nunca ama simplesmente pelo fato de ser amada, mas por algum interesse. A mulher se vê como um prêmio e acredita com todas as forças que o homem apaixonado é um ser débil e fraco e que justamente por seus sentimentos não a merece, pois ela apenas prêmia os que considera superiores, que segundo sua visão distorcida são os cafajestes, marginais, playboys etc. São sadomasoquistas por natureza, mesmo que não percebam conscientemente. Sentem prazer ao saber que estão fazendo um homem sofrer ao mesmo tempo em que sentem prazer quando sofrem na mão de um cafajeste. Em uma relação o homem busca a tranquilidade, enquanto a mulher busca emoções loucas e intensas.

Muitas, enquanto não encontram o “amor bandido” que tanto sonham, se valem das desculpas mais imbecis para brincar com os sentimentos do matrixiano, levando-o ao sofrimento e a loucura, o que é uma coisa perigosa não apenas para o matrixiano, mas também para a espertinha em questão. O relativismo matrixiano chega ao ponto de impedir ambas as partes de diferenciar dor e prazer. Porém, não é necessário que o homem saia da Matrix para uma mulher desonesta se dar mal. Muitas vezes um matrixiano bonzinho pode chegar ao limite e estourar, levando tudo a uma conclusão desastrosa (um exemplo são os crimes de honra, onde o corno assassina a adultera ao descobrir a traição). Podemos concluir que o relacionamento e a própria Matrix é, tanto para um homem apaixonado de bem quanto para uma mulher promíscua e desonesta, como a Caixa de LeMarchand (também conhecida como Configuração dos Lamentadores), que promete os prazeres do Céu e do inferno. E infelizmente a maioria das mulheres não quer saber qual desses “prazeres” receberá, contanto que os receba.

Para sair da Matrix o homem não deve apenas enxergar a realidade, mas também “morrer em si mesmo”. Matar suas emoções, seus medos e inseguranças, seu ego. O homem deve transcender as paixões mundanas, as emoções profanas, o narcisismo, o medo de morrer sozinho. Um homem de verdade é racional e coloca seus objetivos e metas acima de seus sentimentos. As mulheres não devem ser NUNCA o principal objetivo de um homem e sim uma companheira que estará ao seu lado apoiando-o na luta por seus objetivos. Se não for assim, então é melhor ficar sozinho, lembrando o ditado popular: “antes só do que mal acompanhado”.

Também devemos lembrar que a Matrix não ofusca o homem apenas nos relacionamentos, mas em tudo na vida, incluindo estudos e trabalho. Um exemplo da “Matrix profissional” é a tal meta comum hoje de muitos homens que desejam apenas se formar para prestar um concurso público ou começar a trabalhar o quanto antes para comprar uma casa, se casar e ter filhos e passar o resto da vida se matando em um emprego que odeia por um salário medíocre onde sua capacidade não é valorizada e tudo o que resta são os fins de semana assistindo os programas chatos e imbecis de domingo dos canais abertos. A “matrix profissional” impede o homem de tentar criar algo novo, de se aventurar no mundo dos negócios, de tentar abrir sua própria empresa. O trabalhador matrixiano se amarra fortemente na ilusão da segurança de um trabalho com carteira assinada e passa o resto da vida sem se livrar das amarras, preso com suas asas cortadas dentro de uma gaiola, invejando os que são livres para alçar vôo e alcançar o céu.

One World, One Money

4 set

By Carl Teichrib, Chief Editor

 Forcing Change: www.forcingchange.org.


 

Note: this article is a condensed version of a longer report published in the December 2007 edition of Forcing Change, which contains an expanded historical overview – including the role of Special Drawing Rights – and an examination of Global Central Bank scenarios.


“A global economy requires a global currency.” 
— Paul Volcker, former Chair of the US Federal Reserve.[1]


   “I fully support a single global currency.”

   Flabbergasted, I waited for an explanation.

   “That way farmers in Africa get the same pay as farmers in North America, and workers inAsia would receive the same as their counterparts in Europe and elsewhere.”

   Hmmm…an interesting perspective. I asked the gentleman sitting across the lunch table; “Have you ever seriously studied banking or the historical role of money?”

   His response to the negative didn’t surprise me; after all, wage equality and production values are not currency issues per se, albeit currency matters do play a role. Much of our lunch hour, therefore, was spent reviewing the relationship between money, banking, and power.

   This provocative discussion, enjoyed over a steaming bowl of soup, took place at the annual meeting of a multi-million dollar Christian-based relief organization. And the person I was dining with wasn’t just an interested attendee; he was a board member representing a significant regional arm of this organization. Granted, he was only one man in a large administrative structure, but his decisions – combined with other board members – impact projects around the globe. Thus, I found his supportive statement for a world currency even more disturbing; here was an individual involved in economic decisions that impacted projects around the globe, yet he didn’t understand what he was asking for.

   During the course of our lunch-hour, it was obvious that he had no conception of the incredible power-shift that would occur under such a scheme – a shift that would effectively create a global master of untouchable proportions. All he could see was an international-sized band-aid solution, “a single global currency,” to address the problem of world poverty. 

   I replayed this conversation after returning home, perplexed by the ease in which a person with the right motives was willing to embrace such a risky global venture. Turning to the banking and economics section of my library, I thumbed through a variety of books and documents in an attempt to wrap my mind around this thorny issue. A number of interesting quotes jumped from the pages.

 “The great struggle of history has been for the control over money. It is almost tautological to affirm that to control the production and distribution of money is to control the wealth, resources, and people of the world.” 
    Jack Weatherford, anthropologist and author.[2]

“The control of money and credit strikes at the very heart of national sovereignty.” 
— A.W. Clausen, President of Bank of America, in a response to the suggestion of a global central bank. [Clausen later became the President of the World Bank].[3]

“Once a nation parts with control of its currency and credit, it matters not who makes that nation’s laws.” 
— W.L. Mackenzie King, [former Prime Minister of Canada].[4]

   All of this brings up an interesting question: Does the world need a global central bank?  If you want a single world currency, it requires an international banking structure armed with a monetary policy on a planetary scale. Essentially, the requirement for a single global currency is a bank that has power over all countries, kindred, and tongues. Former Canadian Member of Parliament, Paul Hellyer, criticized this development in 1994, saying that under such a global currency/banking system “the interests of citizens, of individual countries must be subordinate…to the interests of international finance.”[5]

“…[countries] would no longer be able to pursue any kind of independent policy. Sovereignty over the most powerful of all economic tools would be turned to an international monster…A world bank run by a world kingship of international appointees collectively not accountable to anyone? Heavenly days!”[6]

   Unknown to my lunchtime counterpart, the idea of a single global currency has been quietly batted around in banking and economist circles since the closing days of the Second World War.[7] Over the years this call has increased in intensity. Consider some quotes,

 1969: “Let me turn from digging away at the opposition to something more positive, and start with the best and worst of international monetary systems. The first-best, in my judgment, is a world money with a world monetary authority.”[8] — Charles P. Kindleberger, [Professor of Economics, MIT], speaking at a Federal Reserve Bank of Boston conference.  

1984: “I have put forward a radical alternative scheme for the next century: the creation of a common currency for all the industrial democracies with a common monetary policy and a joint Bank of Issue to determine that monetary policy…This proposal is far too radical for the near future, but it could provide a ‘vision’ or goal which can guide interim steps…”[9]   Richard N. Cooper [professor, Harvard], speaking at a Federal Reserved Bank of Boston conference.

1998: “…the transition to a single currency for the entire world could come with a speed that might surprise many. The world might easily move from having almost 200 currencies today to having one within a decade, and twenty-five years from now, historians would wonder why it took so long to eliminate the Babel of currencies which existed in the twentieth century.” — Bryan Taylor, Chief Economist at Global Financial Data.[10]

2001: “When VISA was founded twenty-five years ago, the founders saw the world as needing a Single Global Currency for exchange. Everything we’ve done from a global perspective has been about trying to put one piece in place after another to fulfill that global vision.”[11] — Sarah Perry, Director of VISA’s Strategic Investment Program.

2004: “…if the global market economy is to thrive over the decades ahead, a global currency seems the logical concomitant.” — Martin Wolf, chief economics commentator for the Financial Times, former senior economist at the World Bank.[12]

   In 2007, the Council on Foreign Relations propelled the idea of a planet-wide currency restructuring by publishing an article in it journal, Foreign Affairs, titled “The End of National Currency.” [Note: on the cover of this Foreign Affairs issue, the article is titled “One World, Too Many Monies.”]

   Benn Steil, the Director of International Economics at the CFR, wrote that national money systems should be abandoned, “Since economic development outside the process of globalization is not longer possible…”[13] Stated even more succinctly, “Monetary nationalism is simply incompatible with globalization.”[14] And, “In order to globalize safely, countries should abandon monetary nationalism and abolish unwanted currencies…”[15]

   This is quite the leap. To Steil’s credit, he pinpoints the potential chink in the world economy that could lead us towards a new financial arrangement: the weakening state of the US dollar at the global level. 

   Over the decades, the US dollar has become the unquestionable global currency, with nations around the world required to hold American greenbacks in order to buy and sell in various international markets, especially in relationship to petroleum. Steil writes,

“…the dollar’s privileged status as today’s global money is not heaven-bestowed. The dollar is ultimately just another money supported only by faith that others will willingly accept it in the future in return for the same sort of valuable things it bought in the past. This puts a great burden on the institutions of the institutions of the U.S.government to validate that faith. And those institutions, unfortunately, are failing to shoulder that burden. Reckless U.S. fiscal policy is undermining the dollar’s position even as the currency’s role as a global money is expanding.”[16]

   Recognizing the possible dollar-value scenario, Steil points to the growing concern over Chinaand other “dollar-rich central banks.” Keep in mind, China alone holds over a trillion dollars in reserves, and rumblings from the East over liquidating US dollars have started to cause a stir.

   Even though Steil doesn’t ask the question, it becomes painfully obvious: What happens ifChina and other nations “fear the unbearable lightness of their holdings”? What becomes of the world economy if the US dollar is rapidly dumped by central banks?

   All of this underscores a strategic reality that can be summed up in three words: Crisis equals opportunity. As banking mogul A.W. Clausen once said, “new comprehensive politico-economic systems across peoples almost always arise out of conquest or common crisis…”[17]

   Robert Mundell, “the father of the euro,” and one of the world’s most respected economists, also views crisis as the starting point for change. In a May, 2007 lecture, Mundell related, “International monetary reform usual becomes possible only in response to a felt need and the threat of a global crisis.”

   This Nobel Prize winner also pointed his finger to the possible trigger event, saying that the “global crisis would have to involve the dollar,” and that a world currency should be viewed as “a contingency” to a global dollar disaster.[18]

   With a similar crisis in mind, Benn Steil offers what appears to be an altruistic solution. In order to avert the crisis, all that nations need to do is relinquish sovereignty before the problem become insurmountable.

“Governments must let go of the fatal notion that nationhood requires them to make and control the money used in their territory. National currencies and global markets simply do not mix; together they make a deadly brew of currency crisis and geopolitical tension and create ready pretexts for damaging protectionism.”[19]

   So how should monetary sovereignty by expunged? Steil candidly asserts that the world needs to re-group itself into three regional monetary units: the Dollar, the Euro, and a new Asian currency.[20] This proposal mirrors the work of Robert Mundell, who has been traveling the globe lecturing on a new international monetary unit based on the US dollar, Euro, and Yen. Under Mundell’s plan these three currencies would form the basis of a “world currency unit” called the DEY, and the International Monetary Fund would be its manager.[21]

   The implementation of Mundell’s plan may not be too distant as major currency blocks, led byEurope’s success with the euro, are forming in different parts of the globe. South America, the South Eastern Asian nations, and Africa are all looking to create regional currency zones. TheMiddle East too is going down this road. In fact, in 2010, if all goes according to plan, the Gulf Cooperation Council – which is made up of a number of Middle Eastern countries, includingKuwait and Saudi Arabia – will have their own regional monetary system. And the world’s fastest growing city, Dubai, is located in a key member-nation of the GCC, the United Arab Emerites.[22]

   North America is also embracing currency integration. For years the concept of a North American monetary system has cropped up in central banking circles, with the Amero as the suggested name for the new continental currency.[23] [See the July 2007 issue of Forcing Change for a 19-page report on this development]. And if not the Amero, then some believe the US dollar should become the tri-national staple.

   In May 1999, economist Judy Shelton suggested the dollarization of North America to the US House Committee on Banking and Financial Services.[24] Others have likewise been examining currency options for the continent, and the momentum towards a new regional economic system binding Canada, the US, and Mexico has grown in intensity.  

   But how do regional monetary blocks play into a Single Global Currency? Morrison Bonpasse, President of the Single Global Currency Association (SGCA), a group of economists working towards a world currency, answers that question, “The monetary unions of the twenty-first century, and those which survived the twentieth, are the milestones on the path to the future, and to the Global Monetary Union.”[25]

   Bonpasse elaborates on this point further,

“Thanks to the success of the European and other monetary unions, we now know how to create and maintain the 3-Gs: a Global Monetary Union, with a Global Central Bank and a Single Global Currency.”[26]

 

“The world is ready to begin preparing for a Single Global Currency, just as Europeprepared for the euro and as the Arabian Gulf countries are preparing for their common currency. After the goal of a Single Global Currency is established by countries representing a significant proportion of the world’s GDP, then the project can be pursued like its regional predecessors.”[27]           

   Simply put, the regional model becomes the steppingstone to a one-world currency. However, the problem of nationalism prevails. Discussing this “problem,” Bonpasse writes,

    “The task can be stated quite simply: how to move from the current 147 currencies to 1. Developing the political will to overcome the residual strength of nationalism is the major challenge for the movement to a 3-G world. As with the implementation of the euro, the economics and politics of monetary union are inextricably bound together; and the logic of both point toward the 3-G world.

The question now is not whether the world will adopt a Single Global Currency but When? and How smooth, inexpensive, and planful OR rough, costly and chaotic will the journey be?[28] [Italics and capitals in original]

    To the internationalist, national sovereignty is the overriding obstacle. In order for a Global Central Bank and world currency to exist, some other political arrangements will have to be formed. Robert Mundell understood this political problem when giving a lecture in 2003 titled, “The International Monetary System and the Case for a World Currency.” His response was frank: “a global single currency could not be achieved without a global government. To enforce a single currency would involve big problems of organization.”[29]

    But this reality isn’t stopping the SGCA and others of like mind from progressive planning. As Bonpasse asserts, “It is now time to seriously pursue the goal of a Single Global Currency as managed by a Global Central Bank within a Global Monetary Union.”[30]

    Already the SGCA has a date in mind: 2024. Regarding a headquarters for the Global Central Bank, Bonpasse suggests Basel, Zurich, or Geneva. “Switzerland has a reputation for sound money, and locating the GCB in Switzerland just might be the necessary incentive for that country to join the Global Monetary Union as a member.”[31]

“The governing structure of the GCB should be relatively easy to design, given the available, successful models of the US Federal Reserve, European Central Bank, International Monetary Fund, World Bank, United Nations, and associated organizations such as the World Health Organization. Not everyone is happy with the structure of all those organizations, but it’s a negotiable political question…”[32]

 

   He’s right: it is a political question. This was evident to Richard Cooper when he brought up the idea of a global central bank and currency while at a 1984 Federal Reserve conference in Bretton Woods, New Hampshire. “The idea is so far from being politically feasible at present – in its call for a real pooling of monetary sovereignty – that it will require many years of consideration before people become accustomed to the idea.”

   However, even then Cooper advanced a specific timetable to begin taking this idea seriously: “This one-currency regime is much too radical to envisage in the near future. But it is not too radical to envisage 25 years from now…”[33]

   In retrospect, Cooper’s timing appears fairly accurate: Twenty-five years after 1984 brings us to 2009, and today the idea of a single global currency is starting to gain traction through organizations like the SGCA and through major advocates such as Robert Mundell. Moreover, the Bank for International Settlements – which is viewed as the central bank for the world’s central bankers – has publicly considered the potential for a one-world currency built around regional groupings.[34]

   But will all of this “help the farmer in Africa,” or bring wage equality to the worker’s of the world?

   Probably not: it will, however, give unprecedented powers to an international banking cartel, the likes of which has never been seen or experienced before. As a critic of global banking once wrote, “Money is money, and banking is banking, and neither recognizes any allegiances that don’t bear compound interest.”[35]

 

 

Carl Teichrib, a Canadian-based researcher and writer on globalization, is Chief Editor ofForcing Change – a monthly intelligence journal engaged in analyzing and documenting global economic, political, and socio-religious trends. www.forcingchange.org

Endnotes:


[1] As quoted by Morrison Bonpasse, The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), p.264. 
[2] Jack Weatherford, The History of Money (Crown Publishers, 1997), p.246. 
[3] A.W. Clausen, in a 1979 interview with the Freeman Digest, “International Banking,” p.21. 
[4] William Lyon Mackenzie King, in a radio address, August 2, 1935. Quote printed in Walter Stewart’s book,Bank Heist (HarperCollins, 1997), p.71. 
[5] Paul Hellyer, Funny Money (Chimo Media, 1994), p.57. 
[6] Ibid, pp.57-58. 
[7] Paul Volcker raises this point in his co-authored book, Changing Fortunes: The World’s Money and the Threat to American Leadership (Times Books, 1992), p.9. Volcker’s co-author was Toyoo Gyohten. 
[8] Charles P. Kindleberger, speaking at a Federal Reserve conference. The International Adjustment Mechanism, Federal Reserve Bank of Boston, 1969, Conference Series 2, p.105. 
[9] Richard N. Cooper, “Is there a Need for Reform?” Speech given at a Federal Reserve Bank of Bostonconference, May 1984. See, The International Monetary System: Forty Years After Bretton Woods 
(Federal Reserve Bank of Boston, 1984), pp.37. 
[10] Quoted in The Single Global Currency, p.230. 
[11] Sarah Perry, Director of VISA’s Strategic Investment Program, as reprinted in The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), p.7. 
[12] Martin Wolf, writing for the Financial Times, August 3, 2004. Also quoted in The Single Global Currency, p.216. Wolf also stated, “This is a world I am unlikely ever to see. But maybe my children or grandchildren will do so.” 
[13] Benn Steil, “The End of National Currency,” Foreign Affairs, May/June 2007, p.95. 
[14] Ibid. p.89. 
[15] Ibid. p.84. 
[16] Ibid. p.93. 
[17] A.W. Clausen, in a 1979 interview with the Freeman Digest, “International Banking,” p.23. 
[18] Robert Mundell, “A Decade Later: Asia New Responsibilities in the International Monetary System,” presentation given in Seoul, South Korea, May, 2-3, 2007. 
[19] Benn Steil, “The End of National Currency,” Foreign Affairs, May/June 2007, p.84. 
[20] Ibid. p.95. 
[21] Robert Mundell, “A Decade Later: Asia New Responsibilities in the International Monetary System,” presentation given in Seoul, South Korea, May, 2-3, 2007.   
[22] For more information on the formation of regional blocks, see the Bank for International Settlement report,Regional Currency Areas and the Use of Foreign Currencies, September, 2003. 
[23] See my article in the Fall 2007 issue of Hope for the World Update on the formation of a North American monetary union. For more information on this topic, check out the July, 2007 issue of Forcing Change(www.forcingchange.org). 
[24] See the Testimony of Judy Shelton before The United States House of Representatives Committee On Banking And Financial Services, Hearing on Exchange Rate Stability in International Finance, May 21, 1999.
[25] Morrison Bonpasse, The Single Global Currency (Single Global Currency Association, 2006), p.134. 
[26] Ibid. p.229. 
[27] Ibid. p.281.  
[28] Ibid. p.229. 
[29] Robert A. Mundell, “The International Monetary System and the Case for a World Currency,” Leon Kozminski Academy of Entrepreneurship and Management and TIGER, Distinguished Lectures Series Number 12, Warsaw, Poland, 23 October 2003. 
[30] The Single Global Currency, p.282. 
[31] Ibid. p.294. 
[32] Ibid. p.295. 
[33] Richard N. Cooper, “Is there a Need for Reform?” Speech given at a Federal Reserve Bank of Bostonconference, May 1984. See, The International Monetary System: Forty Years After Bretton Woods (Federal Reserve Bank of Boston, 1984), p.34. 
[34] See the BIS 75th Annual Report, page 151. 
[35] Cliff Ford, Blood, Money, and Greed (Western Front, 1998), p.50.

FORCING CHANCE

4 set

Your world is being radically re-shaped…

[http://www.forcingchange.org/]

…and over the years this transformation has been given a variety of labels: Global Governance, the New World Order, Internationalism, World Federalism, International Management, World Law, and Global Democracy have all been used to describe the political side of these phenomena.

In the realm of religion and society, phrases such as United Religions, Interfaithism, Religious Pluralism, Unity in Diversity, Global Citizenship, and International Solidarity express the global change of culture, thought, and faith.

Economics, too, has its lexicon of transformation: the New Economic Order, Monetary Unions, Global Free Trade, Regional Currency Areas, the International Monetary System, and a Single Global Currency all speak to the re-shuffling of economic might.Yet all of these phrases, and more, are wrapped up and represented in one word:globalization.

Forcing Change is an extraordinary intelligence source, providing a unique world-view window with a panoramic sweep of globalization.

Utilizing solid-source materials, on-the-ground contacts and expert analysis, Forcing Changeeducates and equips its members through its professional monthly journal, documented e-books, and other specialized products; including access to its restricted library of downloadable source documents and reports.

FC’s scope is globalization as a total package, including religious and social trends, politics and economics, regional developments, and the influence of special interest agendas – including global environmental initiatives.

Regardless if you’re a layperson, professional, politician, business leader, educator, or member of the clergy, Forcing Change is an indispensable compass – your guide through the wilderness of mirrors. Because globalization crosses all the lines. 

Lançando as Sementes do Governo Global: A Busca do Vaticano por uma Autoridade Política Mundial – AUTOR: CARL TEICHRIB

4 set

Forcing Change, Volume 3, Edição 8. Setembro de 2009.

“A maioria de nós não é competidor… Somos os prêmios. A competição é sobre quem estabelecerá o primeiro sistema de governo mundial… Ninguém conseguirá ficar isento de seus efeitos.Nenhum setor de nossas vidas deixará de ser afetado.” [1; Malachi Martin].

Em 1990, um ex-integrante do Vaticano alegou que uma luta titânica estava sendo travada para produzir um sistema político mundial. Essa disputa, o agora falecido jesuíta explicou, era originalmente entre três competidores: o leninismo internacional, as elites empresariais transnacionais e a mão do Vaticano.

Quase vinte anos se passaram desde que Malachi Martin chamou a atenção para essa busca de três vias. Naquela época, suas declarações pareceram ultrajantes. Claro, a ideia de um governo mundial por meio do comunismo não era nova, pois as décadas da Guerra Fria ainda estavam frescas em nossas mentes. E a escrita estava na parede a respeito do crescente poder das elites internacionais empresariais e financeiras, exemplificada por tipos como David Rockefeller e pela Comissão Trilateral. Mas, e o Vaticano?

Para muitos, a crença de que a Santa Sé estava perseguindo uma visão de governo mundial era simplesmente exagerada. Afinal, esse antigo centro do catolicismo romano tinha a reputação — principalmente entre os jovens agnósticos da Europa — de ser uma instituição de homens velhos, mergulhada em tradições, procissões e cerimoniais. E isto, apesar de a história do continente quase sempre girar em torno da força política do Vaticano.

No verão de 2009, as cartas políticas da Santa Sé foram reveladas em um importante documento papal. Voltando à declaração de Malachi Martin sobre o governo mundial, o cargo religioso mais poderoso do planeta propôs uma autoridade política mundial para administrar a economia global. A segurança alimentar, o desarmamento e a paz viriam em seguida.

Uma economia global sólida e a paz mundial são objetivos que soam bastante nobres. Mas, o perigo se esconde no fato que as sementes da tirania muitas vezes são enterradas no solo das boas intenções.

Em 7 de julho, o papa Bento XVI lançou sua nova encíclica intitulada Caritas in Veritate, ou Caridade na Verdade. Após dois anos em elaboração, esse documento foi divulgado na véspera do Encontro de Cúpula do G-8 na Itália e da reunião do papa com o presidente dos EUA Barack Obama. Com cerca de 30.000 palavras, a encíclica descreveu as preocupações do papa a respeito da globalização e da economia, ética empresarial e o papel da Igreja Católica na promoção da doutrina social.

Comentando a encíclica, o jornal The New York Times observou que “às vezes, Bento soa como um socialista europeu da velha escola…” [2] e o San Francisco Chronicle explicou que:

“Caridade na Verdade aborda questões muito modernas, como a globalização, a economia de mercado, os fundos de hedge, terceirização e energia alternativa, convocando as pessoas a deixarem de lado a ganância e permitir que suas consciências as orientem nas decisões econômicas e ambientais. Muitas das ideias apresentadas provavelmente poderão irritar os conservadores…” [3].

E. J. Dionne, colunista do The Washington Post, escreveu que Bento XVI está “bem à esquerda de Obama na economia”. [4].

Embora a perspectiva do papa Bento sobre a economia global seja uma combinação desconcertante de livre mercado e ideais de bem estar social, o que causou surpresa foram seus pensamentos sobre a política internacional. Na seção 67 de Caridade na Verdade, o papa soltou uma bomba ideológica — uma autoridade mundial para “administrar a economia”, realizar o “oportuno desarmamento” e garantir a “segurança alimentar e a paz”.

Aqui está a maior parte da seção 67. A referência a uma “autoridade política mundial” está muito clara e o papa Bento explica que deve ser dado a esse organismo internacional o poder de imposição, de se fazer obedecer, isto é, força real.

67. Perante o crescimento incessante da interdependência mundial, sente-se imenso — mesmo no meio de uma recessão igualmente mundial — a urgência de uma reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitetura econômica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações.

De igual modo sente-se a urgência de encontrar formas inovadoras para atuar o princípio da responsabilidade de proteger e para atribuir também às nações mais pobres uma voz eficaz nas decisões comuns. Isto revela-se necessário precisamente no âmbito de um ordenamento político, jurídico e econômico que incremente e guie a colaboração internacional para o desenvolvimento solidário de todos os povos.

Para o governo da economia mundial, para sanar as economias atingidas pela crise de modo a prevenir o agravamento da mesma e em consequência maiores desequilíbrios, para realizar um oportuno e integral desarmamento, a segurança alimentar e a paz, para garantir a salvaguarda do ambiente e para regulamentar os fluxos migratórios urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial, delineada já pelo meu predecessor, o Beato João XXIII.

A referida Autoridade deverá regular-se pelo direito, ater-se coerentemente aos princípios de subsidiariedade e solidariedade, estar orientada para a consecução do bem comum, comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efetivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos. Obviamente, deve gozar da faculdade de fazer com que as partes respeitem as próprias decisões, bem como as medidas coordenadas e adotadas nos diversos fóruns internacionais.

[Fonte: http://wiki.cancaonova.com/index.php/Enc%C3%ADclica_Caridade_na_Verdade].

 

Uma controvérsia imediata cercou este parágrafo, com alguns católicos rapidamente tentando afastar a ideia que a Santa Sé apoiava o governo mundial.

Hierarquia de Poder

John-Henry Westen, escrevendo para o LifeSiteNews, afirmou inequivocamente que o papa estava falando “diretamente contra um governo mundial”. A justificativa dele para essa posição foi a chamada do papa para uma “autoridade política dispersa”, no parágrafo 41 — uma referencia ao papel dos Estados no sistema internacional. Westen também apresenta o uso do termo “subsidiariedade” na seção 57 como um ataque ao governo mundial.

Este é um ponto importante: Subsidiariedade é o ensino social católico de que as questões devem ser tratadas ao nível mais baixo possível. Em muitos aspectos, ele se baseia no tema da autodeterminação e, neste sentido, se mostra contrário a uma autoridade mundial.

A Seção 57 da Caridade na Verdade diz:

 

“Para não se gerar um perigoso poder universal de tipo monocrático, o governo da globalização deve ser de tipo subsidiário, articulado segundo vários e diferenciados níveis que colaborem reciprocamente. A globalização tem necessidade, sem dúvida, de autoridade, enquanto põe o problema de um bem comum global a alcançar; mas tal autoridade deverá ser organizada de modo subsidiário e poliárquico, seja para não lesar a liberdade, seja para resultar concretamente eficaz.”

O Sr. Westen, que afirma que o uso da subsidiariedade de Bento se opõe ao governo mundial, diagnosticou incorretamente esta seção. O papa não está falando contra o governo mundial ao evocar a subsidiariedade, ao contrário, está oferecendo um modelo hierárquico sobre o qual uma autoridade mundial deve ser construída. Essencialmente, onde as questões possam ser tratadas no nível local ou nacional, que sejam tratadas nesses domínios. E onde as questões são globais e não podem ser tratadas adequadamente em um nível inferior, então uma autoridade mundial é necessária.

O papa Bento também sugeriu que a subsidiariedade possa ser um valor de segurança que serve como contrapeso para um governo universal não assumir características tirânicas. Mas, propor que a subsidiariedade seja um modo de se contrapor à tirania não é convincente — ela não pode nem mesmo conter a expansão do grande governo de hoje.

John Laughland, autor de The Tainted Source: The Undemocratic Origins of the European Idea (As Origens Antidemocráticas do Pensamento Europeu), observou que: “… a Constituição Alemã tornou-se cada vez mais centralizada como resultado de sua cláusula de subsidiariedade.” A União Europeia também incorpora esse conceito; todavia, isso não a impediu de centralizar poder político e acumular uma burocracia inchada. Subsidiariedade, de acordo com Laughland, é um modelo que assume uma “hierarquia piramidal unitária de funções executivas” com uma doutrina decididamente corporativista. [6].

A subsidiariedade pode ser encontrada até no sistema da ONU. O professor Robert Araújo explica que: “o princípio da subsidiariedade é reconhecido como um princípio fundamental da Organização das Nações Unidas”. [7] Aqui, o conceito está centrado na autodeterminação no Artigo 1, Parágrafo 2 da Carta da ONU. No entanto, isso não impede a ONU de buscar jurisdição internacional autorizada sob a bandeira de “reforma”.

É importante observar que a subsidiariedade permite tomada de decisão e autodireção em nível da população, mas isto dentro do contexto de uma perspectiva mais abrangente. O professor Araújo explica que é um“conceito que sintetiza os interesses do indivíduo com os da comunidade”. Portanto, não é difícil ver como esse princípio pode se aliar com uma autoridade mundial — você pode exercer controle político local, mas onde o envolvimento local termina, os outros níveis de governo intervêm em prol do “bem comum”.

Dizer que o papa Bento se opõe ao governo mundial porque evocou a subsidiariedade não é a questão: a subsidiariedade desempenha um papel funcional na hierarquia dos poderes políticos crescentes. O que o Parágrafo 57 demonstra não é uma aversão ao governo mundial, mas a ordem da tomada de decisão em que Bento acredita que esse governo deve se basear.

Reforma e Autoridade Mundial

O Parágrafo 67 da Caridade na Verdade é abertamente político por natureza. Aqui está uma análise de alguns pontos-chave:

“Reforma das Nações Unidas” — A reforma das Nações Unidas está centrada em mais do que apenas “alterações na votação” ou “transparência”. Pelo contrário, a reforma está conectada com uma tributação mundial, um componente de imposição das leis internacionais e a criação de um parlamento internacional. Uma pequena montanha de relatórios e documentos que suportam essa versão de reforma, já existe, apoiada pelas Nações Unidas, pelos governos nacionais e grupos pró-ONU, como o Movimento Federalista Mundial e o Clube de Roma. [8] De fato, essa plataforma de tributação internacional, imposição das leis e um Parlamento Mundial foram os pontos principais de discussão no Foro do Milênio da ONU — particularmente durante as reuniões organizadas pelo grupo de trabalho sobre “Fortalecimento e Democratização das Nações Unidas”. [9].

Cliff Kincaid, editor do site Accuracy in Media, observou as ligações entre a reforma e o governo mundial na Seção 67 do texto papal:

“… a “reforma” da ONU tem o objetivo de fortalecê-la. Por esta razão, a ONU está claramente destinada, do ponto de vista do Vaticano, a se tornar a Autoridade Política Mundial.” [10].

A reforma da ONU vai muito além de trocar a mobília dos escritórios.

“Responsabilidade de proteger” — Conhecido como R2P, este é um ideal federalista mundial que daria à ONU um mandato para intervir internamente quando um país cometer uma violação aos direitos humanos. Aparentemente, parece ser uma boa ideia, mas os críticos — e até mesmo alguns defensores — percebem que esse mandato poderá abrir a Caixa de Pandora.

José E. Alvarez, presidente da Sociedade Americana de Direito Internacional, reconheceu esta situação, ao discursar em uma conferência sobre Direito Internacional, em Haia, em 2007. O R2P, sugeriu ele, poderá ser usado como um pretexto para o envolvimento em todos os tipos de ações intervencionistas questionáveis. [11].

Ninguém em sã consciência deseja que um grupo de pessoas sofra genocídio ou injustiças graves. O R2P, no entanto, é um conceito seriamente defeituoso que tem potencial para graves abusos. A partir de uma perspectiva de gestão mundial, o direito de proteger se torna a justificativa legal para uma autoridade política mundial agir militarmente. O perigo se enconde no fato que as sementes da tirania são muitas vezes enterradas no solo das boas intenções.

Para saber mais sobre o conceito R2P, veja o Volume 2, Número 7 de Forcing Change (http://www.forcingchange.org) — Kosovo and the International Community: Just Another Pawn in the Game (“Kosovo e a Comunidade Internacional: Apenas outro Peão no Jogo”).

“Para governar a economia global” — Isto já está sendo discutido na comunidade internacional, e está parecendo que a nova ordem financeira mundial será uma estrutura de poder hierárquica que fortalecerá muito as instituições globais existentes:

Banco de Compensações Internacionais — será o regulador bancário global. O BIS (do inglês Bank for International Settlements) está se posicionando rapidamente como o gerente do sistema bancário internacional, um órgão que irá supervisionar os bancos e o sistema financeiro de todo o mundo, incluindo a regulação do capital internacional. Uma entidade deste tipo seria o equivalente para os banqueiros de “O Rei do Pedaço”. [NT:Para saber mais sobre o BIS, leia “O Sistema Financeiro Internacional — Parte 3: O Banco de Compensações Internacionais”.] O Los Angeles Times escreveu no ano passado que:

“… Esse sistema forçaria os países a abrirem mão de certa medida de sua soberania nacional para os bancos que operam dentro de seus territórios. Isto também poderá levar burocratas internacionais a tentarem moldar a política financeira e, possivelmente, tomarem medidas punitivas.”

Fundo Monetário Internacional — Será o banco da moeda de reserva mundial. Neste esquema, o FMI estará encarregado de regular uma nova moeda global a ser utilizada no comércio internacional, incluindo o setor de energia. Colaborando com o Banco Mundial, o FMI usará, do mesmo modo, essa nova unidade monetária para realizar empréstimos internacionais e cobrar as obrigações da dívida. As moedas nacionais e regionais ainda existirão, pelo menos provisoriamente, mas os valores reagirão e se ajustarão de acordo com os novos critérios e parâmetros globais. [NT: Para saber mais sobre o FMI, leia “O Sistema Financeiro Internacional — Parte 1: O Fundo Monetário Internacional (FMI)”.]

Organização Mundial do Comércio — Está se tornando a reguladora do comércio global. A OMC estabelecerá as regras para a comercialização de bens e serviços por meio de um conjunto de padrões organizados de forma global, um processo que atualmente está em negociação. As políticas comerciais nacionais se alinharão depois às práticas mundiais aprovadas. Tudo isto já está acontecendo, mas há outra ligação entre o livre comércio global e um novo sistema financeiro internacional. Richard Cooper, embora defendendo uma única moeda de reserva global, observou o seguinte em uma conferência, em 1984, patrocinada pelo Banco da Reserva Federal de Boston:

“Seria lógico se o livre comércio (mundial) seguisse esse regime de moeda única. Isso também seria condizente com o espírito político colaborativo necessário para estabelecer o regime de moeda única. O livre comércio asseguraria um mercado de bens e de instrumentos financeiros.” [12].

Organização das Nações Unidas — Está rapidamente se tornando a ética global e agência de governança. A ONU oferecerá contribuição moral e orientação política para a recém-gerenciada economia mundial. Essencialmente, esse órgão se tornará a “consciência planetária”, definindo as atitudes, valores e comportamentos políticos e do consumidor. Isto também já está acontecendo. No fim de junho, a ONU organizou uma conferência que delineou uma norma social aceita para a economia global: uma cosmovisão centrada no planeta Terra, socialismo internacional e uma visão de Nova Era da evolução planetária.

Lembre-se, a autoridade política mundial de Bento XVI deverá gerenciar a economia global. Como acontecerá a execução desse mandato? A autoridade mundial irá funcionar como um guarda-chuva para os grupos acima mencionados? A Organização das Nações Unidas poderá se reformar ao ponto de se tornar esse gerente da economia global?

A encíclica Caridade na Verdade nos dá um vislumbre das diretrizes da autoridade mundial, mas não fornece os detalhes operacionais. A Santa Sé fez o detalhamento, descrevendo o processo em um documento interno de operação? Em caso afirmativo, seria uma leitura muito interessante! Ou, oferecendo somente generalidades, o Vaticano espera que outros atores importantes — como as Nações Unidas ou o Movimento Federalista Mundial — elaborem os detalhes? Em caso afirmativo, qual é a função do Vaticano neste sistema de governo mundial? Observador? Consultor? Supervisor?

Muitas perguntas intrigantes surgem, e assim elas devem ser.

 

Nota: Para informações e análises sobre a conferência citada acima, confira o relatório da Forcing Change (http://www.forcingchange.org) — intitulado Building a New Common Future: Twisting Faith and Finance in a Global Order (“Construindo um Novo Futuro Comum: Torcendo a Fé e as Finanças em uma Ordem Global” (julho de 2009). Para mais informações sobre a mudança para uma moeda única global, consulte os artigos da Forcing Change One World, One Money (“Um Mundo, Uma Moeda”) (Volume 1, Edição 12) e The Joseph Principle and Crisis Economics (“O Princípio de José e a Crise Econômica”) (Volume 2, Edição 9).

“Uma autoridade… regulada por lei” — Os governos de todo mundo são regulados por leis internas e exigências de prestação de contas; contudo, isso não impede que os abusos, a corrupção e a tirania entrem em cena. A ideia de que uma autoridade mundial possa ser mantida em xeque por um sistema de leis mundiais não se sustenta.

“Verdadeira autoridade politica mundial” — Este não é um ideal moral ou espiritual propagado pela Santa Sé, mas é a visão de um governo mundial real. Isto está evidente no contexto geral da Seção 67 e com as próprias palavras: “uma autoridade política mundial”.

Sem dúvida, o ofício papal deseja ver um padrão espiritual incorporado a essa entidade política, baseado em grande parte nos ensinos sociais da Igreja Católica. No entanto, isso não garante de forma alguma que uma autoridade mundial agirá de boa vontade. Como a história confirma, o próprio Vaticano está longe de ser imune nesse aspecto, e “os detentores do poder” tendem a acumular mais e mais poder.

Lembre-se das palavras de Lord Acton, um historiador católico que escreveu o seguinte em resposta à autoridade inquestionável do Vaticano: “O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente.” [13].

Seguindo uma Tradição

A promoção de um governo mundial do Papa Bento XVI não ocorreu por acaso. Desde 1950 a Santa Sé tem agido constantemente para apoiar uma ONU fortalecida e uma autoridade política mundial.

Papa Pio XII: Em 6 de abril de 1951, Pio XII teve um encontro no Vaticano com o Movimento Mundial para um Governo Federal Mundial — um precursor do Movimento Federalista Mundial. Durante esse encontro, Pio XII incentivou sua audiência pró-governo mundial a continuarem nessa busca.

“Seu movimento, senhores, tem a tarefa de criar uma organização política eficaz do mundo. Não há nada mais de acordo com as doutrinas tradicionais da Igreja ou melhor adaptada a seus ensinos sobre guerra justa ou injusta, especialmente na presente situação mundial. Uma organização desta natureza deve, portanto, ser criada…”

O papa então explicou, com razão, que os “germes mortais do totalitarismo mecânico” podem infectar essa “organização política mundial”. No entanto, ao observar essa possibilidade, ele instruiu os participantes a seguirem uma abordagem mundial federalista moralmente firme. Encerrando o encontro, o papa encorajou seus ouvintes a seguirem essa grande ideia.

“… Vocês têm a coragem de se entregar a esta causa. Nós os parabenizamos. Gostaríamos de expressar-lhes nossos votos de total sucesso e de todo nosso coração rezaremos para que Deus lhes conceda Sua sabedoria e ajuda no desempenho de sua tarefa.” [14].

Papa João XXIII: Em sua encíclica de 1963, Pacem in Terris, João XXIII propôs uma autoridade pública internacional com uma “esfera de atividade mundial” para lidar com os problemas globais. Essa autoridade seria “equipada com poder mundial e meios adequados para realizar o bem comum universal”, embora não possa se estabelecer pela força, “ela deve ser criada com o consentimento de todas as nações.”

Ao considerar como este sistema funcionaria, João XXIII recorreu ao princípio da subsidiariedade, dizendo que este deve ser aplicado “às relações entre a autoridade pública da comunidade mundial e as autoridades públicas de cada comunidade política”.

Subsidiariedade aqui, como o uso de Bento do termo, não nega uma autoridade mundial — simplesmente impõe uma estrutura hierárquica que reconhece cada nível, de baixo para cima, como uma chave para o processo. [15].

Papa Paulo VI: Ao falar na Organização das Nações Unidas em 1965, a adulação vinda do papa foi agradável. Em seu discurso, ele elogiou o sistema da ONU como “o caminho obrigatório da civilização moderna e da paz mundial”.

“O edifício que vocês construíram nunca deve cair; ele precisa ser aperfeiçoado e deixado à altura das necessidades que a história mundial irá apresentar. Vocês marcam uma etapa no desenvolvimento da humanidade, em que o recuo nunca deve ser admitido… Avancem sempre!… Que a confiança unânime nesta instituição cresça, que sua autoridade aumente.

Infelizmente, o papa Paulo VI defendeu um governo mundial.

“Há alguém que não veja a necessidade de chegar, assim, progressivamente ao estabelecimento de uma autoridade mundial, apta para agir eficazmente nos níveis jurídico e político?” [16].

Papa João Paulo II: Em seu discurso na ONU em 1995, João Paulo refletiu sobre as ligações históricas entre o Vaticano e o organismo internacional.

“A Santa Sé, em virtude de sua missão especificamente espiritual, que a torna interessada no bem integral de cada ser humano, tem apoiado os ideais e metas da Organização das Nações Unidas desde o início. Embora seus respectivos objetivos e abordagens práticas sejam obviamente diferentes, a Igreja e as Nações Unidas constantemente encontram áreas extensas de cooperação com base em sua preocupação comum pela família humana.” [17].

Embora o papa João Paulo II tenha batido de frente com as Nações Unidas nas questões sobre família, ele depositou enorme importância na obtenção de sistemas políticos de lei internacional. Em 1985, ele discursou para os juízes do Tribunal Internacional de Justiça, dizendo-lhes que:

A Santa Sé atribui grande importância à colaboração com a Organização das Nações Unidas e com os diversos organismos que são uma parte vital de seu trabalho. O interesse da Igreja no Tribunal Internacional de Justiça remonta aos primórdios deste Tribunal e aos eventos que estiveram ligados à sua criação…”

“A Igreja tem constantemente apoiado o desenvolvimento de uma administração internacional da justiça e arbitragem como um caminho de paz que resolva completamente os conflitos e como parte da evolução de um sistema jurídico mundial…”

“Estritamente falando, o Tribunal presente não é mais — mas também não é menos — que um passo inicial para o que esperamos que um dia seja uma autoridade judicial totalmente eficaz em um mundo pacífico.” [18] (Itálico no original)

Em outros discursos e escritos, como em sua encíclica Sollicitudo rei Socialis, João Paulo defendeu um fortalecimento da lei mundial e um “grau superior de ordenação internacional”. [19]. Nada disso tem a mesma evidência que a recomendação do papa Bento de uma “autoridade política mundial”, mas isto segue um tema político comum — o governo global ampliado e melhorado.

A ideia do papa Bento de uma “autoridade política mundial” não surgiu do nada. Pelo contrário, ao longo de sucessivos pontificados, remontando a pelo menos Pio XII, a Santa Sé tem nutrido visões de uma política internacional.

Influenciando os Príncipes e os Destituídos

O fato de um líder religioso propor uma autoridade mundial é interessante em si mesmo, mas, como isso emana do ofício papal, uma medida extra de atenção é necessária.

Não podemos negligenciar a influência exercida pela Santa Sé. O papa é muito diferente em relação às outras figuras religiosas quando se trata de importância mundial. É verdade que alguns líderes protestantes e evangélicos são consultados pelas elites políticas, e membros dos governos muitas vezes procuram líderes de outras religiões, como o Dalai Lama. Mas tudo isso é pequeno em comparação com os poderes históricos e contemporâneos do ofício papal.

Durante séculos, a Santa Sé tem sido a peça central dos assuntos políticos europeus. Sua história está repleta de intrigas geopolíticas, guerras papais, ascensão e queda de potências nacionais. Os membros das famílias reais de todas as partes do continente viajavam a Roma e solicitavam audiência com o papa, na esperança de obter seu favor. Além disso, o Vaticano tem sido um centro concentrador para os interesses bancários, espionagem e negociações empresariais transnacionais. [21] Além disso, exatamente como no passado, presidentes e primeiros-ministros curvam-se hoje diante do papa, buscando seu conselho e discutindo particularmente as questões de grande importância política, econômica e social.

Eric Frattini, o autor de The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage (“A Entidade: Cinco Séculos de Espionagem Secreta do Vaticano”), nos dá uma visão desse mundo geopolítico:

“O papado, a autoridade suprema na liderança da Igreja Católica, é a instituição mais antiga estabelecida no mundo. Foi a única instituição a prosperar durante a Idade Média, um ator influente no Renascimento, um protagonista nas batalhas da Reforma, da Contra-Reforma, na Revolução Francesa, na Era Industrial e na ascensão e queda do comunismo. Durante séculos, fazendo pleno uso de sua famosa ‘infalibilidade’, os papas fizeram seu poder centralizado influenciar os resultados sociais dos desdobramentos dos acontecimentos históricos…”

“… Ao longo da história, o papado sempre apresentou duas faces: a da liderança mundial da Igreja Católica e a de uma das melhores organizações politicas do mundo. Enquanto os papas, por um lado, abençoavam seus fiéis, por outro, recebiam embaixadores estrangeiros e chefes de Estado e despachavam emissários e núncios em missões especiais.” [22].

Além disso, por trás do papa, está uma massa de católicos devotos, que não devem concordar com o governo mundial, mas que estão, apesar disso, comprometidos com a Igreja Católica Romana — e, assim, apoiam o pontífice. Avro Manhattan, um crítico da Santa Sé, corretamente fez a correlação entre o poder do Vaticano e seus fiéis:

“O que dá ao Vaticano seu tremendo poder não é sua diplomacia como tal, mas o fato de que por trás de sua diplomacia está a Igreja, com todas as suas múltiplas atividades abraçando o mundo…”

“… A diplomacia do Vaticano é tão influente e pode exercer um poder tão grande no campo diplomático-político porque tem ao seu dispor a tremenda máquina de uma organização espiritual que tem ramificações por todos os países do mundo. Em outras palavras, o Vaticano, como poder político, emprega a Igreja Católica como uma instituição religiosa para auxiliar na obtenção de seus objetivos. Esses objetivos, por sua vez, são procurados principalmente para promover os interesses espirituais da Igreja Católica.”

“… a hierarquia católica automaticamente reage de acordo com inúmeras organizações religiosas, culturais, sociais e, finalmente políticas, conectadas com a Igreja Católica, que, embora vinculadas com a Igreja principalmente por motivos religiosos, podem em determinados momentos ser usadas direta ou indiretamente para atingir fins políticos.” [23].

A questão é a seguinte: Nenhum outro líder religioso no mundo detém tanta influência política e econômica dentro de uma estrutura religiosa. Considere apenas o número de adeptos que compõe a espinha dorsal da Igreja de Roma: Nos EUA, os católicos constituem aproximadamente 22% da população, e 17% do total mundial — ou cerca de 1,14 bilhão de pessoas. [24] É por isto que o pedido do papa Bento de uma “autoridade política mundial” é tão significativo; o que ele fala influencia centenas de milhões de líderes e leigos.

Se um pastor batista ou um pregador menonita, com uma congregação de algumas dezenas ou poucas centenas, fizesse o apelo para a criação de uma “autoridade política mundial” no estilo da ONU — isto não teria muita repercussão além dos bancos dessa igreja em particular. Os fiéis poderiam animar o pastor ou então questionar suas suposições. Mas, falando em termos gerais, isto não causaria uma reverberação para além da comunidade local. No entanto, quando o “Santo Padre” — um título católico que denota mais que apenas um “líder” — faz essa recomendação e tem o apoio dos apelos dos papas anteriores, as ondas da influência repercutem por todo o mundo.

Conclusões

Há pelo menos seis décadas que a Santa Sé tem apoiado a busca por uma estrutura política global.

O papa Bento, por meio de sua encíclica recente, apoiou explicitamente a ideia de uma autoridade política mundial; e esse governo mundial deve ser projetado para incorporar o princípio da subsidiariedade. Outro ponto: Que a subsidiariedade em uma estrutura política universal seria semelhante ao chavão: “Pense globalmente, aja localmente.”

A influência da Santa Sé sobre a comunidade internacional é substancial e o papado tem o suporte e o apoio geral de centenas de milhões em todo o mundo, acrescentando o apoio “local-para-global” para as visões geopolíticas do Vaticano.

Os defensores do governo mundial — como o Movimento Federalista Mundial — pegarão as recomendações do papa Bento e as usarão para promover a ideia de gestão mundial.

Muitos católicos romanos e organizações católicas, subsequentemente, irão endossar a proposta de uma autoridade política mundial e, consequentemente apoiarão vários movimentos pró-governança global.

Indivíduos e organizações dentro e fora da Igreja Católica defenderão a encíclica papal, procurando espiritualizar ou moralizar o texto, tentando desse modo amenizar a controvérsia. No entanto, o intento do papa de uma autoridade política mundial permanece.

Uma minoria de católicos irá se opor veementemente ao chamado do papa para o fortalecimento da ONU e do governo internacional (muitos mais serão indiferentes). A ridicularização e a zombaria poderão ocorrer para aqueles que falarem publicamente contra os ideais políticos de Bento XVI. Espere uma cisão entre aqueles que se opõem e aqueles que defendem o governo global.

Grupos religiosos não-católicos apoiarão a encíclica do papa Bento. Um documento de resposta evangélico já foi produzido por um grupo de professores e líderes nacionais evangélicos. Intitulado Praticando a Verdade em Amor, o texto reconhece que as novas formas de autoridade global são necessárias, mas que elas “devem garantir a participação crescente, a transparência e a responsabilidade, e ajudar a fortalecer o estado da nação em relação ao poder financeiro global”. [25] Esta é uma visão mais utópica do que prática, pois poucos incentivos reais levariam um governo mundial a operar assim abertamente.

Novas alianças e redes serão formadas para aumentar a pressão política e social em apoio à gestão global; essas redes irão incorporar grupos católicos e do Vaticano, organizações não-governamentais (ONGs) e elementos das Nações Unidas.

Quando a Santa Sé erguer o cetro do governo mundial, isto deverá sacudir tanto os católicos quanto os não católicos. Mesmo se uma autoridade política mundial não se concretizar, essa defesa é impressionante. Aqui temos o ofício religioso mais influente de todo o mundo — ele mesmo politicamente estruturado como uma autoridade hierárquica de cima para baixo — promovendo um sistema também hierárquico de cima para baixo de gestão internacional. A percepção por si só é profundamente preocupante.

Além disso, se uma autoridade política mundial realmente aparecer, o que a impedirá de se transformar em um regime autoritário? Até nisto, estamos admitindo que a autoridade global será introduzida como um governo limitado. A contradição máxima, é claro, é uma autoridade mundial sem força. Sem ter a capacidade de imposição, de se fazer obedecer, ela seria pouco mais que um conselho consultivo. Portanto, para ser eficaz, ela precisa ser um poder centralista com influência; qualquer coisa menor do que isto não faria sentido.

Mas é isto que o mundo precisa para garantir a ordem mundial?

 

Considere por um momento os últimos cem anos, um século repleto de exemplos de governos centralistas “bem-intencionados” — eles sempre foram bem-intencionados para alguém. Em nome da “paz e segurança” esses regimes esmagaram os opositores internos, muitas vezes liquidando seus próprios apoiadores nesse processo. Do Chile à China, o lema não-oficial “Paz é a destruição de toda a oposição” foi colocado em prática. No caso da Alemanha nazista, o governo chegou ao poder pela via do processo democrático. Infelizmente, em alguns casos o próprio Vaticano esteve de mãos dadas com aqueles que cometeram esses crimes, como na Croácia durante os anos 1940. [26]

Será que tudo isto significa que a Santa Sé apoia um regime ditatorial mundial? Não segundo a encíclica do papa Bento, onde ele abertamente reconheceu a possibilidade perigosa de um “poder universal de natureza tirânica”. Sua esperança, como descrito em Caridade na Verdade, é uma autoridade política mundial colocada em xeque por limites legais para não “violar a liberdade”. Os excessos do governo seriam compensados por medidas de prestação de contas e de responsabilização.

Este é um ótimo conceito na teoria, mas que se apoia em uma suposição fraca: Que a autoridade política mundial estará satisfeita em permanecer dentro de limitações determinadas, satisfeita em operar dentro de rígidas restrições sociais, econômicas e políticas. Aqui está o empecilho: nossas avançadas nações democráticas — e até mesmo o Vaticano — não têm vivido e não conseguem viver de acordo com essa norma fundamental.

Enquanto o papa Bento tenta sutilmente persuadir os católicos e os líderes nacionais a aceitarem a ideia de governo mundial, as sóbrias palavras de Lord Acton ecoam de um passado quase esquecido: “O poder corrompe…”

Notas Finais

1. Malachi Martin, The Keys of This Blood (Touchstone, 1990), pág.15.

2. The New York Times, “Pope Urges Forming New World Economic Order to Work for the ‘Common Good’,” 8 de julho de 2009. Edição on-line.

3. David Ian Miller, “The Pope pays the economy some attention,” The San Francisco Chronicle, 13 de julho de 2009. Edição on-line.

4. E. J. Dionne Jr. “To the Right of the Pope”, The Washington Post, 8 de julho de 2009, edição on-line.

5. John-Henry Westen, “Pope’s New Encyclical Speaks Against, not for On-World Government and New World Order,” www.LifeSiteNews.com, 8 de julho de 2009.

6. John Laughland, The Tainted Source: The Undemocratic Origins of the European Idea (Little, Brown & Company, 1997), págs.154-155.

7. Robert John Araújo, “International Law Clients: The Wisdom of Natural Law,” Fordham Urban Law Journal, agosto de 2001.

8. Para alguns exemplos, dentre muitos, veja os seguintes relatórios: Our Global Neighborhood (The Commission on Global Governance, Oxford University Press, 1995 — apoiada e endossada diretamente pelo Secretário-Geral da ONU); Toward a Rapid Reaction Capability for the United Nations (Governo do Canadá, 1995); Rethinking Basic Assumptions About the United Nations (World Federalist Association, 1992); Reshaping the International Order (Clube de Roma, 1976).

9. Foro do Milênio da ONU, 22-26 de maio de 2000. Veja o documento final, Millennium Forum Declaration and Agenda for Action.

10. Cliff Kincaid, “Who Will Probe the UN-Vatican Connection?” Accuracy in Media, 4 de agosto de 2009. (http://www.aim.org).

11. José E. Alvarez, The Schizophrenias of R2P, Painel de Apresentação na Conferência Conjunta Sobre Questões Contemporâneas do Direito Internacional: Jurisdição Criminal 100 Anos Após a Conferência de Paz de Haia, de 1907. Haia, Holanda, 30 de junho de 2007.

12. Richard N. Cooper, Is There a Need to Reform? The International Monetary System: Forty Years After Bretton Woods (Federal Reserve Bank of Boston, 1984), pág. 33.

13. Reimpresso no livro de Eric Frattini, The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage (St. Martin’s Press, 2008), pág. 2.

14. Discurso do papa Pio XII durante uma audiência com os delegados do Quarto Congresso do Movimento Mundial para o Governo Federal Mundial, em 6 de abril de 1951. Uma cópia desse discurso está na biblioteca do autor. Ele está reimpresso integralmente em The Power Puzzle: A Compilation of Documents and Resources on Global Governance (2004, pode ser obtido no site da Forcing Change, em http://www.forcingchange.org).

15. Pope John XXIII, Pacem in Terris, parágrafos 137 ao 141.

16. Discurso do papa nas Nações Unidas, 4 de outubro de 1965. Reimpresso integralmente em The Power Puzzle: A Compilation of Documents and Resources on Global Governance (http://www.forcingchange.org).

17. Discurso do papa João Paulo II na sede da ONU, em 5 de outubro de 1995.

18. Discurso de João Paulo II na Corte Internacional de Justiça durante o Encontro no Palácio da Paz, Haia, 13 de maio de 1985.

19. Sollicitudo rei socialis, parágrafo 43.

20. O papa João Paulo I esteve no cargo por somente 33 dias antes de ser assassinado em 1978. Durante esse período de tempo, ele fez diversos discursos, mas não encontrei nenhum que apoie diretamente a governança global.

21. Vários livros já foram escritos sobre o papel da Santa Sé nas negociações globais, incluindo sistema bancário, espionagem e diplomacia internacional. Um dos livros mais recentes sobre este assunto é The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage, de Eric Frattini (St. Martin’s Press, 2008).

22. Eric Frattini, The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage (St. Martin’s Press, 2008), pág. 1.

23. Avro Manhattan, The Vatican in World Politics (Gaer Associates, 1949), págs. 28-29.

24. Frequently Requested Catholic Church Statistics, Center for Applied Research in the Apostolate, Georgetown University, as estatísticas são do ano 2009; http://cara.georgetown.edu/bulletin/index.htm.

25. Doing the Truth in Love. Uma cópia do documento, junto com os subscritores, pode ser encontrada em http://www.cpjustice.org/doingthetruth.

26. A matança dos ortodoxos sérvios pelos croatas foi um dos exemplos mais terríveis de genocídio na história moderna. Tão cruéis foram os ataques que até os embrutecidos soldados nazistas alemães registraram o horror que sentiram. Veja John Cornwell, Hitler’s Pope: The Secret History of Pius XII (Viking, 1999), pág. 248-260. Veja também Unholy Trinity: The Vatican, the Nazis, and the Swiss Banks, de Mark Aarons and John Loftus (St. Martin’s Griffin, 1998); e The Vatican’s Holocaust, de Avro Manhattan (Ozark Books, 1986). Mark Aarons and John Loftus atestam a credibilidade de Manhattan, explicando “ele estava muito bem informado, pois trabalhou na Inteligência britânica durante a guerra” (Unholy Trinity, pág. 86).

 

Como Podemos Escapar do Amor de Deus? Gary North

4 set

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto [http://www.monergismo.net.br]

“E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Que diremos, pois, a estas
coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”
(Romanos 8:30-31)
A ordem da salvação é suficientemente clara. Uma vez que Deus designa uma pessoa às bênçãos eternas, não há escapatória. Não há escapatória da ira para aqueles que não foram predestinados, chamados, justificados e glorificados. Não há escapatória das bênçãos para aqueles que foram. Essa é a doutrina da eleição de Paulo. Essa passagem é a certeza dada por Deus quanto a vitória do Seu povo. Onde pode existir um grito mais glorioso que esse: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”? Satanás derrotará a Deus? Podemos conceber ele derrotar a Deus? Se dissermos que Satanás tem uma possibilidade de superar a Deus nos particulares, então não existe nenhuma forma de Deus garantir com certeza a vitória total aos Seus seguidores. Afinal, o todo é constituído das partes. Se
Satanás pode arrebatar um dos eleitos de Deus para fora do caminho para a vida eterna, então podemos conceber que ele arrebate todos eles. Então, potencialmente, Cristo, o primogênito, é deixado só, com nenhum irmão. Mas isso é precisamente o que Paulo nega em Romanos 8:29! Como Satanás pode sobrepujar a decisão de Deus quanto a regenerar alguém? Mas então o contrário deve ser verdadeiro: visto que Deus garante a vitória total, Ele também garante as vitórias individuais.